Todos valores das compras vão direto para as comunidades.

Sobre o Isto é Sustentável

 

O portal da sustentabilidade foi criado  pelo Instituto Brasil Justo (IBJ), pessoa jurídica de direito privado, sob forma de associação civil sem fins lucrativos, sem finalidade política ou religiosa. Patrocinado pela Petrobras e Governo Federal.

Temos a finalidade de criar oportunidades de negócios sustentáveis e justos para geração de renda e conservação do planeta, promover o desenvolvimento social, garantir a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade e contribuir para a preservação da identidade cultural e melhoria da qualidade de vida das populações locais.

O IBJ atua como um agente transformador para a construção de uma nova ordem social ao praticar e disseminar uma economia solidária, um comércio justo e um consumo consciente, aderentes a Cultura de Paz a aos seus princípios fundamentais, que são: a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.

Conheça um pouco mais sobre os nossos projetos em www.institutobrasiljusto.org.br e participe.

COMO NASCEU ESTE PORTAL DE PRODUTOS E SERVIÇOS SUSTENTAVEIS?

O istoesustentavel.com.br nasceu no Projeto Amazônia Justa criado pelo Instituto Brasil Justo e patrocinado pela Petrobras e Governo Federal. Foi concebido em conjunto com as associações comunitárias da Amazônia, após a identificação de uma lacuna comum aos pequenos empreendedores locais: a dificuldade em comercializarem seus produtos/serviços sustentáveis e gerarem renda capaz de lhes assegurar condições dignas de vida e autonomia financeira permanente.

Esta pesquisa realizada pela Jornalista e Administradora Branca Duboc, ocorreu entre 2008 e 2011 e pontou um dado interessante:  inúmeras comunidades e/ou associações comunitárias que foram capacitadas por mais de uma Instituição (pública ou privada) não se provém dos seus ofícios sustentáveis e dependem de renovações de patrocínio para continuarem operando. Ou seja, elas não conseguem se auto sustentar.

Os motivos são diversos, há casos em que a comercialização ocorre através de intermediários que pagam um valor irrisório por produto, outras vezes, sobrevivem com dificuldade, utilizando apenas os recursos naturais que possuem e em casos extremos abandonam suas pequenas propriedades rurais, antes protegidas e migram para as cidades, em busca de empregos, frequentemente informais devido à baixa escolaridade. Este êxodo rural leva as famílias a condições de miséria, pois na tentativa de uma vida melhor na cidade eles vendem seus poucos pertences e não conseguem mais retornar, com isto acabam muitas vezes morando nas ruas: mendigando, se drogando, se prostituindo, enlouquecendo e até se marginalizando.

Diagnosticou-se que dentre as principais causas da dificuldade de comercialização estavam:

  • Baixo fluxo de clientes;
  • Público alvo residente em outras regiões;
  • Baixo nível de escolaridade e capacitação profissional da comunidade;
  • Baixo poder aquisitivo da associação e da população do entorno;
  • Dificuldade geográfica e de locomoção;
  • Baixo controle de qualidade e poucas certificações dos produtos;
  • Baixa padronização dos produtos;
  • Pequeno estoque físico.

Através do portal da sustentabilidade, o produtor vende direto para o consumidor final e isto é bom para os dois lados. Quem vende lucra um pouco mais, quem compra sabe que o valor é mais atrativo. Por aqui o consumidor consciente adquire produtos que não agridem a natureza e o artesão passa a ter contato com consumidores de todo mundo, solucionando o problema do fluxo.

REFLEXÃO HISTÓRICA E CRIAÇÃO DE UM PORTAL COMO REAÇÃO:

Desde o seu nascimento, com o advento da Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, o capitalismo criou anomalias sociais e distorções na cadeia produtiva, ao estabelecer uma remuneração mínima ao trabalhador, separando-o de todos os meios de produção (as máquinas, o terreno etc) e obrigando-o a enormes jornadas de trabalho e a uma forma mecanicista de vida. A partir daí o ser humano é levado a sublimar a sua forma natural de ser para sobreviver dentro do novo modo capitalista de produção, surge a Sociedade do Trabalho.

Se na Revolução Industrial o empregado era visto como propriedade do empregador, no contexto atual todos os seres humanos, a atmosfera, a água e a terra são percebidas como mercadoria. Há uma distorção dos valores culturais globais transmitidos maciçamente pela mídia ao definirem o bem como a satisfação máxima do indivíduo.

Ao mesmo tempo em que os bens se tornam símbolo de felicidade, o planeta não tem condições de suportar os padrões de consumo. Hoje na média cada cidadão dos Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão consomem 32 vezes mais recursos e geram 32 vezes mais lixo, que os países considerados não desenvolvidos. Há quem diga que o planeta ainda consiga ter capacidade para dobrar a quantidade desses recursos, mas, para que todos fossem incluídos seria necessário doze vezes mais, ou seja, não há nenhuma possibilidade de que isso possa acontecer. A situação se agrava ainda mais com o aumento dos consumidores vindos de países emergentes como o Brasil, a China e a Índia.

Este fato torna urgente e essencial uma educação ecológica em escala global, o que é sem dúvida o maior desafio deste século. Para muitos isto pode parecer impossível, mas, de fato não é.

É importante reconhecer que embora tenhamos assistido há séculos de dominação capitalista, o século XXI mais do que os anteriores está testemunhando no mundo inteiro a disseminação rápida de valores fundamentais para a mudança deste modo de vida e principalmente do modo de produção. O século XXI é o século de transformações em função da revolução advinda da Internet (acesso, troca, liberdade e difusão rápida de informação – criação de redes sociais), o exercício maior da democracia (as pessoas e as organizações podem optar) e a ameaça de destruição planetária que paira sobre todos, como conseqüência do aquecimento global: terremotos, maremotos, tromba d’água, tufões e etc. A dominação hoje é baseada essencialmente na sedução (tecnológica e de bens de consumo). Tudo é baseado no lucro e o lucro é definido pelo consumo das pessoas.

Assim, está nas pessoas o poder de aceitar ou não um produto e/ou serviço ofertado no mercado. São as escolhas individuais de cada um ao realizar a compra que definirão o sucesso ou fracasso de uma empresa, corporação ou organização e consequentemente dos valores e práticas empregados nela.  Assim, cada compra consciente concretiza uma transformação, a medida que gera renda imediata e apoia o êxito de toda uma cadeia produtiva que respeita os seres vivos e conserva o meio-ambiente.

O projeto Amazônia Justa foi concebido desta reflexão e por isto ele se propõe a não apenas atuar como um educador ambiental, mas, a fortalecer e apoiar através do portal www.istoesustentavel.com.br a multiplicação de negócios sustentáveis e justos para aqueles que nunca tiveram oportunidades iguais de desenvolvimento. Isto é justiça social. Com um foco principal na classe média, o Amazônia Justa mostra que é possível utilizar recursos, capacidades e especializações para a construção de uma nova ordem social, sem o esforço que se imagina.

Ainda não está tudo perdido, se cada um atuar será possível reverter a destruição que está ocorrendo na Amazônia. E isso já está acontecendo, felizmente existe muita gente séria, fazendo a diferença, mesmo que em número reduzido, é só querer encontrar. Não é preciso empreender muito tempo ou energia ou dinheiro e nem entrar em conflitos. O importante é acreditar, mas, sem uma crença cega, investigar para contribuir de modo consciente.

A proposta do Amazônia Justa não é reinventar a roda, apenas ampliar o que já está dando certo, se unir a outras pessoas e instituições e formar uma grande rede. Se este caminho baseado na inclusão funcionar, será possível proteger incessantemente novas áreas, novas comunidades e novas iniciativas socioambientais.